Projetos 2020

Na abertura e no primeiro dia do 48º Encontro Anual do IEDE, a Dra. Cynthia Valério, presidente da ASSEP, e o Dr. Ricardo Meirelles, diretor do IEDE, anunciaram oficialmente a realização do próximo encontro em 2020, que acontece em conjunto com o AACE Brazil.

O AACE Brazil é um evento consagrado internacionalmente e aconteceu nos dias 15 e 16 novembro em Recife, com a coordenação do Dr. Francisco Bandeira.

Durante o evento, foi definido o projeto 2020, trazendo a edição do AACE para o Rio de Janeiro. Ele será realizado durante o Encontro do IEDE. Uma iniciativa inédita no Encontro do IEDE e no AACE Brazil.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelos participantes.

48º Encontro Anual do IEDE

São dois dias de atividades no Encontro Anual do IEDE, promovido pela ASSEP – Associação de Ensino e Pesquisa do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione – acontecendo no Hotel Windsor Marapendi, na Barra da Tijuca.

Vejam os registros feitos pelo Luiz Póvoa, médico e membro da Diretoria da ASSEP, e que tem a fotografia como um hobby especial.

Clique em cima da foto para ampliá-la.

Imagens do 48° Encontro Anual do IEDE

Encontro Anual do IEDE: Como Chegar

A 48ª edição do Encontro Anual do IEDE será realizada no Centro de Convenções Hotel Windsor Marapendi, mesmo local da edição de 2018.

De frente para a praia da Barra, o hotel fica na Av. Lúcio Costa e próximo a alguns shoppings da região. O hotel conta com um centro de convenções moderno e com mais de 40 salas, distribuídas em quatro andares.

Para o médico que vem de outro estado, o Aeroporto Santos Dumont está a 28km, enquanto o Aeroporto Internacional do Galeão está a 34,5  km do local, sendo 45 minutos de carro. Nos aeroportos, há táxis e ubers disponíveis para chegar ao local. Outra opção também é o metrô Jardim Oceânico.

O Encontro Anual do IEDE acontece nos dias 29 e 30 de novembro. O tema este ano é “Fatos e Fakes em Endocrinologia.”

Sessão Clínica: Síndrome Lipodistrófica

Síndrome Lipodistrófica relacionada ao tratamento do HIV com HAART

Relato do Caso:

Paciente masculino, 51 anos, com história de HIV em tratamento com HAART (terapia antiretroviral de alta atividade) desde 2008, no momento com carga viral indetectável e DPOC em tratamento com glicocorticoides intranasais.

Compareceu à consulta endocrinológica com nódulo na tireoide achado nos exames de rotina, solicitados pelo seu médico. Nódulo com características ultrassonográficas sugestivas de malignidade, hipótese complementada com PAAF, Bethesda IV, sendo submetido à tireoidectomia total em outubro de 2018.  Histopatológico mostrou microcarcinoma papilífero de 1cm, sendo estratificado como baixo risco e  meta de TSH entre 0,5 e 2 mcUI/ml.

Ao exame físico apresentava sinais claros de lipoatrofia, com diminuição da gordura de bichat em membros, além de lipohipertrofia abdominal com obesidade central.

Na primeira consulta de endocrinologia o paciente já estava usando 100mcg de levotiroxina, porém, apresentava hipotireoidismo descompensado, sendo aumentado a reposição progressivamente no intuito de manter o TSH dentro da meta estabelecida, segundo seu risco de recorrência.

Após 2 anos de pós-operatório, usando 200mcg de levotiroxina, paciente ainda mantinha níveis de TSH fora da meta, apresentando um valor de 49,8 mcUI/ml, retornando à consulta com uma glicemia de jejum de 188 mg/dL, HDL 33 mg/dL, aumento de triglicerídeos 167 mg/dL e alteração das enzimas hepáticas.

Foi solicitado um novo perfil glicídico e metabólico que mostrou glicemia 277 mg/dL, HbA1C 9.8%, momento em que foi diagnosticado com Diabetes Mellitus e dislipidemia. Imediatamente foi iniciada terapia não medicamentosa com orientação a modificação do estilo de vida e a combinação de Insulina Glargina associado a análogo do receptor de GLP-1 (IGlarLixi), 16UI à noite. A levotiroxina foi aumentada para 250 mcg (2.5 mcg/kg), com indicação de troca dos horários das medicações evitando interações medicamentosas.

Após um mês de tratamento, o paciente retornou com controles glicêmicos dentro da meta estabelecida, sendo iniciado metformina XR 500mg (em doses progressivas até 2 gramas/dia) e aumentado para 24UI da IGlarLixi. Em dois meses, houve melhora do controle glicêmico, com HBA1C de 7,6% e TSH 10 mcUI/ml, sendo diminuída a dosagem da associação de IGlarLixi para16UI, adicionado Pioglitazona 30mg e a levotiroxina foi mantida, observando-se  melhor controle dos níveis de TSH.

Discussão:

As taxas de infecção pelo HIV subiram exponencialmente ao longo dos últimos 10 anos, e com isso a eficácia do tratamento de primeira linha alcançou importante e sustentada supressão na replicação viral, elevando a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes soropositivos, cuja carga viral passa a ser indetectável com o uso da HAART.

No entanto, esta terapia está relacionada com alterações metabólicas caracterizadas por dislipidemia, resistência à insulina, hiperglicemia e redistribuição da gordura corporal, englobando assim a síndrome lipodistrófica do HIV (SLHIV) que acarreta um aumento considerável do risco cardiovascular.

O desenvolvimento desta síndrome é tempo dependente, sendo que quanto maior o tempo de uso da HAART, maior será a lipodistrofia e mais graves as alterações metabólicas dos pacientes.

Estas alterações acontecem porque a HAART produz uma interrupção na diferenciação dos adipócitos, levando ao aumento de tecido adiposo visceral, maiores quantidades de citocinas pro-inflamatórias, principalmente fator de necrose tumoral alfa, diminuindo a expressão de fatores de transcrição que são indispensáveis para a diferenciação do adipócito, como o CEBP (enhancer binding proteins)e PPAR, levando a uma diminuição de tecido adiposo subcutâneo e consequente diminuição dos depósitos de ácidos graxos, aumentando sua concentração plasmática, o que vai levar à resistência insulínica e hiperglicemia.

O tratamento destas alterações metabólicas está baseado em tratar a fisiopatologia da doença individualizando cada paciente. No caso descrito, a combinação da insulina basal e agonista do receptor de GLP-1 foi a opção de início de tratamento, fornecendo controle glicêmico global e melhorando a adesão ao tratamento. A associação com outros antidiabéticos orais, como os sensibilizadores de insulina (Metformina e Pioglitazona), discutidos na sessão, representam ótimas opções terapêuticas, tanto para o tratamento do diabetes como para melhora dos desfechos metabólicos associados à lipodistrofia.

É importante lembrar de identificar as interações medicamentosas entre a HAART e as drogas usadas para tratamento da SLHIV, além de priorizar o tratamento multidisciplinar para o controle das doenças e a otimização da qualidade de vida desses pacientes, sendo de total relevância o contato entre o endocrinologista e o infectologista durante a tomada de decisões.

  • Orientador: Dr. Rodrigo de Oliveira Moreira
  • Relator do Caso: Giovanni Delmondes
  • Debatedora: Aline A. Buendía da Silva

Bibliografia:

  1. K. S. LEOW et al, Human Immunodeficiency Virus/Highly Active Antiretroviral Therapy-Associated Metabolic Syndrome: Clinical Presentation, Pathophysiology,
  2. and Therapeutic Strategies, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism 88(5):1961–1976, doi: 10.1210/jc.2002-021704
  3. Moreira et al. Diabetol Metab Syndr (2018) 10:26 https://doi.org/10.1186/s13098-018-0327-4, Combination of basal insulin and GLP‑1 receptor agonist: is this the end of basal insulin alone in the treatment of type 2 diabetes? da Cunha J et al . Antiretroviral therapy and lipid metabolism in HIV-infected patients, World J Virol 2015 May 12; 4(2): 56-77
  4. Marcelle D Alves et al. HIV-associated lipodystrophy: a review from a Brazilian perspective, Therapeutics and Clinical Risk Management 2014:10 559–566
  5. Lake et al, Practical Review of Recognition and Management of Obesity and Lipohypertrophy in Human Immunodeficiency Virus Infection, CID 2017:64 (15 May)
  6. Fat Gain in Treated HIV Infection • CID 2017:64 (15 May)
  7. ORSINE VALENTE et al, Síndrome Lipodistrófica do HIV: Um Novo Desafio para o Endocrinologista, Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1 3

Tecnologia em Diabetes

Simpósio Internacional de Tecnologias em Diabetes*

O Simpósio Internacional de Tecnologias em Diabetes (SITEC) 2019, organizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes e que ocorreu em São Paulo entre 25 e 27 de abril, contou com diversos palestrantes brasileiros e internacionais.

Foram discutidos temas de imensa relevância no tratamento do diabetes como novas terapias em estudo, terapia celular, novidades em tecnologia e aplicativos, novos “devices”, para monitorização glicêmica e novos métodos de avaliação do controle glicêmico do paciente em uso de insulina.

Tema bem atual é o conceito de “time-in-range”, que significa o tempo no qual o paciente se encontra com as glicemias entre 70 e 180mg/dL, ao longo do dia. Este novo conceito, que se tornou possível com o uso de sensores (FGM e CGM), permite que possamos avaliar o tratamento de forma mais minuciosa. A ideia vai além do que a dosagem da hemoglobina glicada nos proporciona, mostrando não só o tempo que o paciente se encontra bem controlado, como também a percentagem do tempo em hipoglicemia e hiperglicemia.

Houve também explanação a respeito de novos sensores que devem chegar ao mercado brasileiro ainda este ano e novos sistemas de infusão contínua de insulina. Por último, aconteceram as palestras do Dr. Ralph Ziegler e da Dra. Melanie Rodacki sobre os novos consensos de interpretação das setas de tendências dos sensores atuais. Dra. Melanie apresentou os trabalhos iniciais do consenso brasileiro sobre o tema.

*Dra. Paloma Hess vice-tesoureira da ASSEP-IEDE, gestão 2019-2020

Sessão Clínica: Disforia de Gênero

Na manhã do dia 06 de Junho de 2019 tivemos o prazer de discutir um caso raro de arrependimento após transição de gênero.

Reunimos os responsáveis pela criação do ambulatório de Disforia de Gênero (Dra. Amanda Athayde e Dr. Ricardo Meirelles) com os atuais responsáveis pelo atendimento (Dra. Karen de Marca, Dra. Amanda Laudier e Dra. Luisa Novo) e pudemos esclarecer dúvidas e discutir detalhes do caso apresentado.

Como se trata de um desfecho extremamente incomum, foi fundamental a revisão da literatura feita pelos residentes e a experiência desses profissionais para elucidar condutas possíveis e fatores predisponentes para aliviar o sofrimento do paciente em questão e prevenir novos casos.

Discutimos sobre uma paciente que se autodeclara transgênero feminina (sexo de nascimento masculino e identidade de gênero feminina) com incongruência de gênero desde os 16 anos, e que procurou atendimento para transição hormonal aos 20 anos, em dezembro de 2016.

A história revelava, na primeira infância, pouca interação social, evasão escolar, agressividade, fascinação por consertar objetos, uso de ansiolíticos aos 10 anos e tentativa de suicídio aos 17, após iniciar relacionamento com menino. Fazia uso de hormônios e roupas femininas desde o início de 2016. Na época, relacionava-se com transgênero feminina e foi expulsa de casa.

Iniciou terapia hormonal em fevereiro de 2017 após seguir protocolo de avaliação do processo transsexualizador e liberação psiquiátrica. Em três anos tentou suicídio duas vezes por frustrações pessoais com o tratamento. Em maio de 2019 apresentou interesse por pessoa do sexo feminino que não a aceitava e, por isso, decidiu interromper terapia hormonal demandando tratamento com testosterona.

A prevalência de pessoas que se declara transgênero gira em torno de 0,5% da população, entretanto, a busca ativa por tratamento médico para transição é entre 6 a 9 em cada 100.000. Desses, aqueles que relatam arrependimento representam 1%. Pela definição da OMS, trata-se, portanto, de um desfecho incomum de uma condição rara.

Figura 1. Pirâmide baseada na epidemiologia da Disforia de Gênero e do arrependimento após a transição

Vale ressaltar que a taxa de satisfação com o tratamento varia entre 87 e 97% e as complicações relacionadas ao diagnóstico incluem maior prevalência de portadores do vírus HIV, tentativas de suicídio, depressão, violência física e sexual, além de intenso sofrimento psíquico.

Sendo assim, o tratamento torna-se extremamente seguro e convidativo por apresentar taxa de sucesso elevada, prevenção de diversas comorbidades graves e baixa taxa de arrependimento.

Entretanto, por ser grave, esse desfecho requer atenção e prevenção. Por isso, é importante verificar rigorosamente possíveis fatores de risco e respeitar os critérios clínicos e de tratamento, já que essa medida se mostrou eficaz em reduzir tal complicação.

Figura 2: Fatores de risco relacionados ao arrependimento após transição de gênero
Figura 3: Critérios Diagnósticos para Disforia de Gênero

Os critérios para indicar tratamento hormonal incluem disforia de gênero persistente e bem documentada, capacidade para decidir e consentir com o tratamento, maioridade legal e compensação das comorbidades clínicas e psiquiátricas.

As cirurgias que incluem gonadectomia são irreversíveis e apresentam como critério adicional a inclusão de um tempo mínimo de 12 meses com terapia hormonal satisfatória e vivência no papel social desejado. Esse período muitas vezes é suficiente para que o paciente possa se ajustar, rever suas expectativas e decidir sobre a cirurgia com mais clareza.

No caso em questão, o paciente apresentava alguns fatores de risco e, embora os critérios para diagnóstico e terapia hormonal tenham sido respeitados, não foi possível evitar o desfecho. A equipe multidisciplinar ainda busca a melhor forma de aliviar o seu sofrimento, sendo a sessão clínica uma ótima oportunidade de esclarecimentos e inspiração.

Referências:

Eli Coleman, et al. (2012). Normas de atenção à saúde das pessoas trans e com variabilidade de gênero (7ª ed.)

Marta R. Bizic et al. Gender Dysphoria: Bioethical Aspects of Medical Treatment. 2018, Hindawi BioMed Research International

Chantal M. Wiepjes, et al. Amsterdam Cohort of Gender Dysphoria Study. J Sex Med 2018;1-9.

Sam Winter, et al. Transgender people: health at the margins of society. June 17, 2016.

Byne, et al.; Transgender Health 2018, 3.1

Relato de Caso: Transplante Duplo Rim-Pâncreas

Existe cura para o Diabetes Mellitus? Este será o assunto em pauta no dia 30 de maio, no Auditório Arnaldo de Moraes, às 10h, pelos doutores Camila Vicente dos Santos, Rafael Castellar e Larissa Gava Ziviani.

Relato de Caso:

Paciente, sexo feminino, 35 anos. Tem diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1 desde os 12 anos. Em 2013, evoluiu com síndrome nefrótica e piora progressiva da função renal, estando – atualmente – em tratamento com hemodiálise. É hipertensa e dislipidêmica.

Vamos discutir no dia  30 de maio os seguintes pontos:

  1. Qual a melhor opção de tratamento do Diabetes Mellitus e da doença renal neste caso?
  2. Quais as técnicas cirúrgicas dos transplantes isolados de pâncreas e duplo rim-pâncreas?
  3. Qual a sobrevida desses pacientes submetidos à transplante?
  4. Riscos e benefícios deste tipo de tratamento?

Aguardamos vocês no Auditório Arnaldo de Moraes (após a porta de vidro no IG), às 10h, para aprendermos juntos sobre esse tema atual e palpitante.

  • Dra. Camila Vicente dos Santos – endocrinologista do Serviço de Diabetes do IEDE
  • Dr. Rafael Castellar – Pós-graduando em Endocrinologia do IEDE
  • Dra. Larissa Gava Ziviani – Residente em Endocrinologia do IEDE

Transgênero no Esporte

Tema sempre palpitante e polêmico, a participação do transgênero no esporte tem sido debate de diversas reportagens na mídia e discussões em congressos médicos e de outras especialidades.

Em abril, nossa vice-diretora da ASSEP e coordenadora do Ambulatório de Disforia de Gênero do IEDE, Dra. Karen de Marca, esteve no Simpósio Integrado de Endocrinologia e Exercício (SIEEX) falando sobre o assunto.

Artigo*

O que sabemos até o presente momento

O hormônio testosterona é responsável, durante a puberdade, pela diferença entre homens e mulheres em relação ao desenvolvimento da massa muscular, maior concentração de hemoglobina, maior previsão de altura (o que realmente confere uma vantagem) e maior rendimento físico quando comparado às mulheres.

Mas, e no caso das mulheres trans? Como a terapia hormonal, baseada no uso de antiandrógenos e estrógenos, poderia interferir nesta performance? Em quanto tempo uma mulher trans já poderia competir em condições de equidade com mulheres cisgêneras. O nível de testosterona seria o único fator responsável pela determinação da participação dos trans nas competições?

Sabemos que não existe uma relação direta entre os níveis de testosterona e performance atlética.

A International Association of Athletics Federations (IAAF) determinou como critério de elegibilidade para participação da mulher trans ser reconhecida legalmente no gênero feminino é ter níveis de testosterona abaixo de 144ng/dL. Já o Comitê Olímpico Internacional definiu como ter o gênero feminino legalmente, estar em terapia hormonal cruzada por pelo menos um ano e ter níveis de testosterona abaixo de 288 ng/dL.

A discussão está longe de terminar, precisamos de mais estudos com a população trans e, sobretudo, com atletas transgênero.

*Dra. Karen De Marca, vice-presidente da ASSEP-IEDE 2019-2020

Referências Bibliográficas do texto:

– sport and transgender people: a systematic review of literature relating to sport participation and competitive sport policies. Jones BA et al. Sports Med 2017 47: 701-716
– Biological sex, gender and public policy. Van Anders S.M. policy insights from the behavioral and brain sciences 2017, vol 4 (2) 194-201.
– circulating testosterone as the hormonal basis of sex differences in athletic performance. Handelsman DJ. Endocrine Reviews 2018

Eventos

Neste espaço estão listados todos os eventos (Educação Médica Continuada e campanhas públicas) que são realizados pela Associação Ensino e Pesquisa do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (ASSEP) ao longo do ano.

Simpósios, cursos e oficinas abordando os principais temas da endocrinologia estão programados, além das campanhas públicas de conscientização sobre colesterol, tireoide, diabetes etc.

O primeiro grande evento de 2019 é o Simpósio Carioca de Tireoide. Este ano será realizada a sexta edição da atividade, organizada pela Dra. Rosita Fontes, Dr. Renato Torrini e Dra. Vera Leal, do Ambulatório de Tireoide do IEDE. O evento está marcado para o dia 27 de abril, no Hotel Windsor Flórida/Flamengo.

O principal evento da ASSEP no ano, o Encontro Anual do IEDEtambém já tem data, local e tema definidos. Marcado para os dias 29 e 30 de novembro, no Centro de Convenções Hotel Windsor Marapendi/RJ, a 48° edição irá discutir um tema bastante atual e que, nos últimos anos, está em evidência: Fatos x Fakes na Endocrinologia. Entre alguns dos palestrantes confirmados estão Dr. Ricardo Meirelles, Dr. Alexandre Hohl, Dr. Amélio Godoy e Dr. Rodrigo Moreira, atual presidente da SBEM Nacional.

Confira datas, horários e locais dos eventos.

Simpósio Carioca de Tireoide

Simpósio Carioca de Tireoide

O Simpósio Carioca de Tireoide é um dos tradicionais eventos da ASSEP/IEDE. Apesar de ser realizado no Rio de Janeiro abrange, também, especialistas de outras regiões do país. Bastante informal, o Simpósio se destaca por não limitar o debate às pesquisas básicas ou apenas às de laboratórios. O evento busca trabalhar, discutir e melhorar a prática clínica do médico levantando questões abordadas durante o evento e tratando os casos dos consultórios.

Leia também nas Notícias

Organizado pelo Ambulatório de Tireoide do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes Luiz Capriglione (IEDE), o evento foi comandado durante alguns anos pelo Dr. Álvaro Machado (médico do Instituto). Porém, ficou por um tempo “adormecido”.

O Simpósio acontece sempre próximo ao mês internacional da tireoide, que é maio. Com isso, a programação científica normalmente tem algum tópico abordando o tema central da campanha.

A partir deste ano, o evento passará a ser bianual e será realizado nos anos em que tiver o Latin American Thyroid Society Congress (LATS), que em 2019 será em Buenos Aires. O congresso latino-americano sempre acontece um ano após o Encontro Brasileiro de Tireoide (EBT).

Último Simpósio

A edição de 2018 marcou o retorno do evento ao calendário de atividades científicas da ASSEP.  Após diversas solicitações de endocrinologistas que sentiam falta de um evento significativo de tireoide no Rio de Janeiro, a Dra. Rosita Fontes assumiu a organização da atividade ao lado dos doutores Renato Torrini e Vera Leal.

O Simpósio foi realizado no Hotel Windsor Flórida, no Flamengo/RJ, e a expectativa era de receber cerca de 100 pessoas. No entanto, o evento ganhou grandes proporções e teve 193 participantes. Contou com as participações não só de endocrinologistas do Rio de Janeiro como também de fora do estado como o Dr. Ruy Maciel, de São Paulo, e o Dr. Hans Graf, de Curitiba.

Edição 2019

Esta será a sexta edição do Simpósio Carioca de Tireoide. O evento está marcado para o dia 27 de abril e, também, acontece no Hotel Windsor Flórida. A abertura será às 8h com os doutores Ricardo Meirelles, Diretor do IEDE, Cynthia Valério, presidente da ASSEP, e Karen de Marca, Chefe do Serviço de Endocrinologia.

Devido ao sucesso de 2018, a expectativa é que cerca de 200 especialistas participem da atividade este ano. Até o momento o simpósio conta com mais de 70 inscritos.

A programação científica foi montada com base nas principais dúvidas dos endocrinologistas sobre os diversos temas da área. Os organizadores analisaram cada dúvida trazida pelos especialistas e, a partir daí, foram pensados os principais assuntos a serem discutidos.

Hipertireoidismo, hipotireoidismo, nódulos e câncer serão alguns dos tópicos debatidos. Este ano, como o tema do Dia Internacional da Tireoide é voltado para as gestantes também terá debate sobre o assunto.

Dra. Laura Ward, Dr. Mario Vaisman, Dra. Rosana Corbo e Dr. Fabiano Callegari são alguns dos palestrantes do simpósio.

Inscrições, Valores e a Programação Científica

As inscrições devem ser feitas através do e-mail: assep.iede@gmail.com. Confira abaixo os valores .

Categoria Até 15/03 Até 15/04 Até a data do evento
Sócios SBEM R$ 100,00 R$ 150,00 R$ 200,00
Não sócios SBEM R$ 150,00 R$ 200,00 R$ 250,00
Residentes R$ 80,00 R$ 100,00 R$ 150,00
Inscrições gratuitas para membros em dia com a ASSEP.